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A biblioteca deve ser, de facto, o coração de uma escola. De uma escola que não ignora o papel do livro, o seu relevante contributo na formação integral e harmoniosa das crianças e dos jovens. O livro tem de ser encarado não apenas na sua qualidade utilitário-pedagógica (configurada na transmissão de conteúdos curriculares, de saberes), mas também na sua importantíssima vertente estético-literária voltada para as ideias, para o pensamento, para a compreensão do mundo. Uma escola que valoriza a leitura e o prazer de ler é uma escola consciente da sua responsabilidade na formação de novos e melhores leitores e consequentemente de novos e melhores cidadãos.
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A Poesia é, por excelência, uma arte dos sentidos, uma inquieta e incessante interrogação com vista à desocultação das coisas, da essencialidade que as reveste. Neste tempo disperso e algo caótico que atravessamos em que as sociedades parecem mergulhadas numa perturbadora alienação, em que o Homem se afasta da sua natural humanidade, em que o individualismo e o dinheiro fazem recuar o mundo para uma absurda estranheza, faz todo o sentido o (re)encontro com a Poesia. Ela nunca nos permitirá encarar esse absurdo, essa estranheza como coisas normais, como coisas aceitáveis.
A Poesia é, por excelência, uma arte dos sentidos, uma inquieta e incessante interrogação com vista à desocultação das coisas, da essencialidade que as reveste. Neste tempo disperso e algo caótico que atravessamos em que as sociedades parecem mergulhadas numa perturbadora alienação, em que o Homem se afasta da sua natural humanidade, em que o individualismo e o dinheiro fazem recuar o mundo para uma absurda estranheza, faz todo o sentido o (re)encontro com a Poesia. Ela nunca nos permitirá encarar esse absurdo, essa estranheza como coisas normais, como coisas aceitáveis.
Parafraseando Eugénio de Andrade direi que ela, a Poesia, como uma criança está sempre a perguntar: “o que é isto?” E assim nos chama a atenção para o que vamos esquecendo.
Para os que não estiveram, mas gostariam de ter estado.
Aqui, na voz da Ana Catarina - TUM (Teatro Universitário do Minho)
11 comentários:
Foi por certo um momento intensamente belo e enriquecedor para todos.
Beijinho, Lídia
"Todo o tempo é de Poesia..."
Abraço
Gostei tanto, tanto de te ouvir! Grata por ter partilhado contigo este momento...
O meu beijo
Para mim que não estive, mas gostaria de ter estado, guardo as palavras que disse. Agradeço-lhas. Obrigado
Feliz por si
Sábias palavras.
É uma luta inglória essa da disseminação da literatura, poesia, arte, nesse mundo "plastificado" em que vivemos. E por isso mesmo é muito importante saber que há quem nunca desista =)
bjos
Um pouco do tanto que disseste e disseram os teus poemas, num serão muito especial, onde o teu livro reiniciou tantos outros caminhos...
Partilhar, é das melhores coisas do mundo.
Obrigada!
Um beijinho
A poesia é o lado mais sublime da alma!
Beijos,
AL
Parabéns, Lídia!
E além de escrever tão bem, quão linda é você, moça!
Beijo.
lídia,
é de livros, de poesia, de leitura - do homem, afinal - que nos falas, aqui. lindo e verdadeiro o que dizes; igualmente tocante o encontro de tantos com o que realmente nos projeta acima das nossas fragilidades.
beijinho!
p.s. o jornal "o despertar", da minha escola, prepara-se para lançar, nesta edição, um estudo sobre hábitos de leitura nos seus alunos à entrada do 2º ciclo e à saída do 3º. como os resultados ajudam a dar sentido às tuas palavras...
beijo renovado!
Lídia,
Voltei atràs a esta página, porque publicada em dias que foram muito agitados para mim e ao debruçar-me agora sobre ela fiquei encantada com as tuas palavras, o teu dizer sobre a importância da poesia no despertar da humanidade. É uma grande verdade e é tão didáctico e bom que o teu livro possa dar aso a tanto e possa ir às escolas.
Um grande beijinho de parabéns.
Branca
Que lindo tudo isso!! E me diz: é vc sentadinha aí? rs. Se for, que linda vc. Parabéns!!
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