quinta-feira, 1 de março de 2012

Vergílio António Ferreira





 ( 28 de Jan. 1916 - 1 de Março 1996)




«Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve.»

Vergílio Ferreira



19 comentários:

Jorge disse...

É isso mesmo! Às vezes pensamos que não somos nós a escrever.
J

Sandra Subtil disse...

Perfeita definição.
Linda homenagem.
beijo

Mona Lisa disse...

Bela e singela homenagem!

Beijos.

Rogério G.V. Pereira disse...

Querida Lídia,

Perdão pela extensão, mas porque houve coincidência de tema (nunca tive destreza dos poetas de dizerem num verso o que eu meto num A4...)

Escrevo porque sim, porque gosto das palavras, porque as gosto de alinhar, rimá-las e dar-lhes a energia que por vezes lhes falta, sobretudo às menos usadas ou às mais aviltradas. Escrevo para arrumar as ideias, aprofundar o juízo das coisas e do mundo, nesta insistente, quase teimosa, tarefa de o tentar compreender. Escrevo não só para que me leiam, mas para que eu registe a memória e me espante com o que pensava vir acontecer, depois de, mais tarde, ter acontecido. Escrevo para todos e, assim, também para mim. Escrevo e leio, porque não há escrita que não me obrigue a ir ler. De vez em quando leio um livro, faço como Montesquieu…não ler, por ler. Leio para desvanecer a desesperança.

Rogério G.V. Pereira disse...

Nem pensei, nem olhei
à data, à flor

(o eu desastrado, de sempre
me retrato
humildemente)

Branca disse...

Lindíssima a homenagem Lídia! Quanto ao pensamento de Virgílio Ferreira, que dizer? É um pensamento sábio, simples, mas ao mesmo tempo profundo. Afinal temos alguns "outros", que sintetizamos num só e escrever pode ser ir ao mais íntimo de nós, ao nosso subconsciente, a uma parte de nós que se vai libertando na escrita. Escrever pode ser mesmo uma terapia.

Beijos.
Branca

Mateus Medina disse...

E é verdade.

E esse "outro" são "tantos outros", tão variados, tão diferentes...

Singela homenagem =)

bjos

Flor de Jasmim disse...

Lídia
Verdade minha amiha amiga, esse outro "eu" me fez muitas vezes companhia quando sózinha vivia e muito escrevia.
Linda homenagem!
Linda rosa!

Beijinho e uma flor

Cristina Ferreira disse...

Que bonito pensamento e faz todo sentido.
E essa rosa branca ficou muito bem ai.

Beijos

Lilá(s) disse...

Perfeita definição! Uma simples mas linda homenagem!
Bjs

Gustavo disse...

Um eu que prende a respiração e observa além das entrelinhas!!

Muito bom! Bjs

Unknown disse...

é o outro nosso em floração para o tempo,


beijo

Maria disse...

Bonita homenagem!
Acabei de ler o teu livro. Que maravilha...

Um beijo.

Jorge Pimenta disse...

quantos somos num só acaso criativo?

beijos!

p.s. há dias, no 24/02, também mourão-ferreira completaria 85 anos, se fosse vivo.

a d´almeida nunes disse...

Oportuna homenagem a Vergílio Ferreira, sem dúvida!

Tantas outras a tantos outros/as que ficam por fazer!

E tantos outros que passam silenciosos pela vida a despeito da sua sensibilidade!...

Tantos mundos que o mundo tem!...

Tantas emoções
Perturbações
Inquietações

Tantas!...

Tanto tempo
Tão pouco tempo

Um beijo, Lídia

Joaquim do Carmo disse...

E como estava certo Vergílio Ferreira, amiga! Difícil, mesmo, é estar suficientemente atento a "esse outro"!
Beijinho
jc

ma66ie disse...

Rosas brancas... as minhas favoritas! Trazem me tantas recordações... :')

Mª João C.Martins disse...

E quantas vezes um e outro se perdem, da mesma forma como se encontram, tendo a solidão como vital companhia.

O meu aplauso a Virgílio Ferreira... de pé, pois claro!

Isa Lisboa disse...

É sim!