terça-feira, 22 de maio de 2012

Coisas de ontem e de sempre

                                                                                                              Jeannette Woitzik
    
Podia escrever-te uma carta de amor.
Fechava-a com um coração e prendia-a
à guita de um balão.

Depois ficava a vê-la voar
sobre a seara, sobre o mar
dias a fio, até ela te encontrar.

Uma carta de amor
Ridícula, como diria o poeta,
presa à cauda de um balão
repousa agora na tua mão


Então? Abre-la ou não?



21 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Seu poema, seu poema
O tanto que ele me lembra

(há poemas belos
mas ainda o são mais
quando nos falam)

Rui Pascoal disse...

Sempre me senti apaixonado pela Vida e correspondido. Até quando? Isso não sei...

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Se fala de amor, quem não leria?

Beijos!
Alcides

Branca disse...

Mas, que fantástico Lídia!
Quero outro livro e outro e outro...porque o sonho mora aqui e a esperança também e por cá continuarei a voar...

Beijos
Branca

Unknown disse...

cartas de amor, ah quem dera escrevê-las tantas,

beijo

Rosa dos Ventos disse...

Claro que abrirá! :-))
Quem resiste a uma carta de amor?

Abraço

Lilá(s) disse...

As cartas de amor são irresistíveis, claro que vai abrir...pelo menos se fosse eu assim fazia...
Bjs

Mery disse...

Adoro cartas de amor*, sinto falta delas... estão esquecidas devido a Internet, a cartinha era delícia!...rs
Leio todas, ora!
É um poema gostoso de ler!
Beijo grande.
Mery*

lis disse...

Saudade dessa pare da minha vida , que coisas ridículas eram poesia...
"Uma carta de amor" queria muito abri-la hoje rs
um abraço com carinho Lídia

Mª João C.Martins disse...

De ontem, voaram até ao teu poema as palavras eternas dos poetas. E, na palma da tua mão, cumprem a viagem para que foram eleitas.
Ridículas? São de amor, e por isso são o que são. Vêm fechadas numa carta, e esta presa a um balão.
Saberemos nós abri-las... ou não?

Um beijinho

A.S. disse...

Lídia,

Cartas de amor!... recordo a espera ansiosa esperando a chegada do carteiro!


Beijos,
AL

Anónimo disse...

Impossível ficar indiferente a uma carta de amor.

Beijinhos.

Emília Simões disse...

Lindíssimo poema que me faz retroceder no tempo, …das minhas memórias.
Beijinhos,
Ailime

Jorge Pimenta disse...

por mais ridícula ela seja, quem ousaria não o fazer?

poema leve como o hélio! tanto quis eu ser balão...

beijinho!

Jorge Pimenta disse...

por mais ridícula ela seja, quem ousaria não o fazer?

poema leve como o hélio! tanto quis eu ser balão...

beijinho!

Teté M. Jorge disse...

Gostei da composição imagem-versos.

Beijo carinhoso.

Sílvia Mota Lopes disse...

Simples mas belo:)
beijinhos

Mateus Medina disse...

Que lindo!

E que sejam abertas, sempre, todas as cartas de amor.

Nada há nesse mundo que seja mais sublime e mais ridículo que o amor...

bjos

Branca disse...

Lindo, lindo!
Nada mais belo que cartas de amor, ridículas, a voar...
Claro que ele a abre, :).
Quem não abre uma carta de amor e a guarda numa caixinha de tesouros?

Beijos Lídia.

AC disse...

Simplesmente delicioso!

Beijo :)

Graça Sampaio disse...

Até aposto que o Álvaro de Campos ia gostar desta carta de amor...