Onda de sol, verso de ouro,
perífrase vã. Extasiar-me,
antes, por esta fusão,
mistura de brilhos. Ou, ainda
mais íntima, a consciência
extensa como o céu, o corpo de tudo,
semelhança absoluta. Respirar
na quebra da onda. Na água,
uma braçada lenta
até ao limite de mim.
Fiama Hasse Pais Brandão
in "Três Rostos - Ecos"

11 comentários:
Tudo muito bonito.
O corpo, já extenuado, pede este abraço em comunhão com a natureza.
Uma boa semana.
os versos vão até onde o limite se extasia, e cede
beijo
Muito linda poesia!beijos,chica e uma linda semana pra ti!
Ler Fiama
é um sossegar
é um retempero
com sabor a-mar
Lindooooo!...
Beijos,
AL
Do limite a provocação para avançarmos sempre mais.
Cadinho RoCo
No estado mais profundo da consciência, é aí que somos, que nos encontramos em simbiose com tudo. Quando assim é, gratidão é um sentimento constante.
Belo!
Um beijinho
É sempre como entrar num oásis a passagem por este espaço, onde a poesia é invariávelmente de grande qualidade e saio como se passasse sedenta por uma fonte de água frescae saísse revigorada.
Beijos Lídia, sempre.
Branca
Já esqueci, todas as palavras que queria ouvir
Todo os sentires por sentir
Já não sou protagonista de uma comédia de enganos
Sou apenas demiurgo de uma perversa cena de uma chegada sem partir
Sou uvas amargas do mês de Abril
Vinho de travo verde ao beber
Semente atirada ao meio das pedras
Olhos na bruma na inquietação do ver
Uma imensa e incontida força neste peito
Na alma uma cicatriz, qual estigma
Serei apenas um barco de papel à deriva!?
Ou como já alguém disse, um…Enigma…
Doce beijo
poesia depurada. e vibrante.
como diamante lapidado...
beijo
Tão lindo o ritmo do poema...
Bjão, Lidia!
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