Zaycev Alexei
Olho-vos deslembrada… E o que sois?
Um punhado de versos desatentos
sobre as searas.
Retorcidos, vibrais no vento,
vegetantes,
sem música nem alento.
Censuro-vos, sim!
Promessas aladas, sumidas no chão,
promessas que sóis, mais nada!
Censuro-vos, eu!
que esperava de vós a água
para amolecimento de pedras,
a força para movimentar moinhos,
a fonte para germinação do trigo
e da chama
em pétalas de abstractas papoilas.
Censuro-vos eu, raízes estéreis,
azul sem mar nem céu
verde de poucas esperas.
Censuro-vos, eu!

12 comentários:
Do verde da seara ao castanho que anuncia a colheita. Do verde esperança à firme certeza.
instigante, eu vos saúdo
beijo
Não os censures. Não há seara onde não cresçam as papoilas. As primaveras, mesmo frias, serão sempre promessas verdadeiras da estação seguinte.
Lindo!!
Um beijo
Lídia minha querida
Intenso!
Talvez os censures por desacreditares nas promessas não cumpridas, mas vale sempre acreditar para que as searas voltem a germinar.
Boa semana minha amiga
Beijinho e uma flor
Mas quem os escreve? Quem os inventa?!... Ai, estes poetas, tão exigentes com a sua criação...
Beijinhos
... entretanto
o poema acontece
Bj
não os censures.
e assim nasce poesia!
beij
Diria mais um punhado de versos atentos :)
beijo amigo
Talvez eu tenho comprendido o censurar de maneira bem diferente de todos...
Por isso, digo que sim, são bem censuradas essas "raízes estéreis". Só assim haverá espaço para as que podem prover alimento e saúde aos que "vingam".
Bjos
'Verde de poucas esperas' Lídia
certamente amadurecerá e quem sabe crie profundas raízes e germine.
Há uma passagem bíblica que fala dessa germinaçaõ através de ensinamento aos "míúdos "( do jeitinho português), e quando amadurecer haverá boa colheita.
Linda censura poética que retira versos e metáforas pra traduzir sentimentos comuns aos leitores.
Censurai-vos,pois! aos depredadores.
algures entre a censura e o bem-querer sentimos o verso e a mão que lhe serve de alimento.
beijinho, poeta(isa)!
Mas se estão tão bem escritos, porquê censurá-los? Eis que ganham vida independente...
Beijinho, Lídia!
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