Nos dias 20 e 21 do corrente mês, em Lisboa, os mais reputados investigadores (nacionais e estrangeiros), especialistas na obra dos Irmãos Grimm, reúnem-se para analisar o estado da arte de contar, como modo de celebração dos duzentos anos de publicação de Contos da Infância e do Lar, dos Irmãos Grimm. A primeira edição portuguesa integral acaba de sair, em três volumes. Uma obra para ter, para relembrar e recontar, conto por conto.
"Era uma vez há 200 anos... " é o tema do simpósio organizado pelo Instituto de Estudos de Literatura Popular (IELP) que decorrerá na Fundação Caloustre Gulbekian e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de lisboa.
Dois séculos de espanto e maravilhamento sobre estas histórias reunidas em Contos da Infância e do Lar que constituem uma recolha de contos da tradição oral alemã, feita pelos Irmãos Grimm e publicada pela primeira vez em 1812. Contos ditos e reditos, lidos e relidos, contados e recontados que encantaram sucessivas gerações de leitores e inspiraram muitas e muitas outras histórias, por toda a Europa. O "quem conta um conto acrescenta um ponto" é aqui plausível. São história que valem pela presença do maravilhoso, facilmente assimiladas pelos mais novos, narrativas que decorrem nos domínios do imaginário o que coloca a criança a uma distância "segura" dos acontecimentos narrados. Para este facto concorre a hipercodificada fórmula: "Era uma vez, num país distante".
Valem ainda pela sua relevante natureza simbólica. Pode ler-se, a propósito no JL, (13 a 26 Junho 2012) :
Valem ainda pela sua relevante natureza simbólica. Pode ler-se, a propósito no JL, (13 a 26 Junho 2012) :
"Quantos medos e terrores apaziguam, quantos desejos sublimam, quantas passagens e crescimentos enunciam estas maravilhosas e terríveis histórias que nunca deixaram de nos fascinar."

9 comentários:
Das coisas mais belas que eu ouvi
foram os contos que me foram contados
Das coisas mais belas que estou fazendo são o contar esses contos a que mos ouve atentamente
E tantos são os dos Grimm
Que pena não estar em Lisboa nestas datas!
Como eu gosto destes irmãos e das suas maravilhosas e terríveis histórias como dizes.
Tenho um enorme volume com muitos dos seus contos acompanhados por belas gravuras!
Abraço
Que pena não estar em Lisboa nestes dias! :-((
Abraço
Ainda hoje, as palavras mágicas de " Era uma vez", me levam de imediato para um país distante, num tempo diferente.
Ainda hoje sinto vontade de me confortar com estas histórias de espanto e maravilhamento. Talvez hoje, mais do que outrora, porque agora tenho mais consciência disso.
Um beijinho
espanto e maravilhamento definem bem os Irmãos Grimm,
beijo
Maravilhosa coleção L[idia.
Aplaudo quem incentiva os simpósios literários.
Por aqui temos o de Paraty, excelente.
abraços
* um pedido : comentar com essas letrinhas que não tem segurança alguma e vem toda embaralhada é nada poético rs
Queria te pedir pra ir em Configuração e retirá-las,ok?
nao te prejudica e ajuda seus leitores.
Tem ocasiões que por falta de tempo,passo aqui depois de algumas publicações e fico a ler ... e na hora de comentar dá vontade de matar esse blogger lôco rs
um abraço e desculpas pela reclamação.
É fácil eliminar Lídia,please!!
é impossível não ter dentro de nós uma casinha de chocolate, ou uma princesa injustiçada, ou um príncipe perfeito, ou um feitiço quebrado, ou... nem o tempo, a idade e a vida sem fantasia no-lo levam definitivamente.
beijinho!
O melhor de tudo é que esses contos nunca viveram do politicamente correto...
Beijinho!
Lídia,
Não é à toa que, ainda hoje, ressoam na minha mente os encantadores acordes do "era uma vez...".
Tenho para mim que os irmãos Grimm são os verdadeiros pais da literatura infantil.
Beijo :)
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