sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina


Sabugal, 18 de novembro de 1943  - 19 de  outubro de 2012


Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

Manuel António Pina, 
in 
"Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo.
 Calma é Apenas um Pouco Tarde" 


11 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

"...é que a morte, de esquecida, deixa o mal e leva o bem..."

Leva o bem, e leva um meu poeta
também

O Puma disse...

Morreu um Homem

não morreu o Poeta

ana disse...

Uma perda precoce, um dia triste.
Um beijo.

Branca disse...

Lia-o desde muito jovem, pertencia a uma geração de ouro do JN, da qual guardo as mais belas recordações e ensinamentos. Uma Grande perda.

Beijos

Rosa dos Ventos disse...

Lindo poema!
Também seleccionei um para postar mas estou muito cansada...
Talvez amanhã!
Tive tanta pena, nem sabia que estava doente! :-((

Abraço

a d´almeida nunes disse...


Ou estes versos:

Tudo é tudo ou quase tudo
e nada é a mesma coisa.
(...)

Tanta falta que nos vão fazer as crónicas de Manuel António Pina.

O que deixou publicado é Tudo...

Beijo

Unknown disse...

Mais um a colorir o firmamento, os poetas não morrem alcançam a eternidade,



beijo

Loiva disse...

Boa tarde Lídia, que lindo poema desejo uma semana iluminada... bjs

AC disse...

Este é dos que deixa marca. Façamo-lo sempre nosso.

deep disse...

Este poema é lindíssimo. Manuel António Pina é uma grande perda. Felizmente, fica-nos o que escreveu, que é grande.

Sandra Subtil disse...

Exactamente o poema que escolhi para o homenagear no facebook...
Vai-se o homem, fica o poeta e a sua obra. O excelente "Tesouro" que todos os anos trabalho com os meus alunos é dos seus legados que mais aprecio.

Que descanse em paz!


"estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas!
Por isso, decidi hoje falar de algo realmente importante: nasceram três melros na trepadeira do muro do meu quintal.."
Manuel António Pina