Todd Bonita
(...)
Quero ser tão real como a solitária pedra de uma sombra
tão denso como o silêncio tão puro como um cereal
tão nocturno como um canavial nocturno
tão liso como um musgo ainda quente
tão simples e elementar como a palma da mão
tão insignificante como uma joaninha numa folha
tão vazio como a corola branca do olvido
Eis o que desejo enquanto ouço a maré do tempo
e o seu silêncio indecifrável e ambíguo
António Ramos Rosa
(2003:p20), Os animais do sol e da sombra

12 comentários:
Uma maravilha, muitos parabens.
Adorei passar por aqui amiga Lídia
Tão esvoaçante como um barco a balançar nas águas! :-))
Lindo!
Abraço
São esses os momentos que alimenta nossa alma fazendo-nos melhores.
As dádivas ao nosso dispor como o sol e a sombra.
fique bem e um abraço forte Lídia
Olá amiga, é realmente um instante maravilhoso. Adorei. Beijos com carinho
Impressionante!
Gostei. Bj
boa essa maré do tempo...
Que desejará o poeta
quando se levantar o vento?
Verdade, esse silêncio que é sempre cúmplice e amigo.
Beijo Lídia e muito obrigado.
Momentos em que estamos a sós com o nosso eu.
Não abdico deles!
Beijos.
uma boa escolha de um senhor Poeta.
um beij
Lemos, e descobrimos que o nosso mundo é tanta gente...
Gosto, gosto muito de António Ramos Rosa!
Beijinho
Lirismo em alto grau, amiga Lídia.
Um abraço daqui do sul do Brasil.
Este Rosa e os seus Ramos,
beijo
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