sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mas...



Nada fica entre a friagem das palavras
e a falsidade das intenções. Nada,
se excluirmos o escuro. O escuro nocturno
do corredor da casa de infância
quando se escoa no pensamento
o último fio de luz.

Mas se a noite se toma
de tamanhas  espessuras,
são os olhos a tocar a porta entreaberta
de onde irrompe a palavra “Poesia”
redentora. 
De mastros velas e ventos vestida  
vem para se juntar a nós.

13 comentários:

Sílvia Mota Lopes disse...

Acordai...acordai raios e tufões que dormis no ar e nas multidões ...
amanhã vamos cantar esta canção:)
beijinho

Teté M. Jorge disse...

Melodiosos versos...

Bom fim de semana.
Beijo carinhoso.

Vítor Fernandes disse...

Mesmo que a noite seja espessa há sempre uma hora para ACORDAR!

Mona Lisa disse...

Será que a "poesia" ainda os acordará?!

Beijos.

Rogério G.V. Pereira disse...

"Se os homens não soubessem pensar no escuro ainda estávamos na Idade da Pedra"

"... e se a noite se toma
de tamanhas espessuras,
são os olhos a tocar a porta entreaberta
de onde irrompe a palavra “Poesia”
redentora.
De mastros velas e ventos vestida
vem para se juntar a nós."

Escritor e poeta, do mesmo lado da luz...

Dilmar Gomes disse...

Acho que no teu caso, querida Lídia, a poesia já está impregnada na tua pele, no teu espírito, no teu subconsciente.
Um abraço. Tenhas uma boa noite.

alma disse...

Diante desta bela música há mesmo que ACORDAR e repensar.

bj

Cecilia sfalsin disse...

A noite jamais esconde o amanhecer dentro da gente . Seja em palavras, versos, canções ou um simples abrir dos olhos se transformam em pensamentos...

Beijos e lindo dia pra ti

Sílvia Mota Lopes disse...

Gostaste de nos ouvir a cantar? somos vinte elementos e só estávamos 10 ...
beijinhos

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

pois é, a poesia está sempre onde quisermos.
beijo

Armando Sena disse...

Do escuro onde se reúnem todos os medos e de onde brotará a coragem.

ana disse...

Muito bonito, muito bom.
Feliz domingo!

Maria Rodrigues disse...

A poesia vêm para nos permitir divagar no mar da vida.
Lindissimo poema, como sempre!
Beijinhos
Maria