Semeio-te, sonho, nas sílabas solares
desta sala iluminada onde
o tempo
dobrado ao lado da manta,
no sofá
nos propõe depor canseiras
e cansaços.
Torna-se lúcida a imaginação
E por isso o meu poema é
tecido nas linhas certas
de talhar desacertos e
inseguridades.
Em breve
nada compensará
o anseio da terra
nada compensará
o anseio da terra
no inconformismo
das mãos.
Sabemo-lo.
Colhemos assim
os últimos frutos do verão
e
enganamo-nos deliberadamente
quanto à doçura ressequida
da polpa,
uns procurando poupar os
outros
porque somos folhas
de um só ramo às portas
do inverno.
Aprendemos juntos a não chamar brisa
ao vento destruidor que nos varre
nos derruba, nos divide,
nos engole.
ao vento destruidor que nos varre
nos derruba, nos divide,
nos engole.
Criamos um plano de invencibilidades
como um mapa de incontornáveis
afetos sem fronteiras
no qual poderemos
viajar sem nunca
nos perdermos.
afetos sem fronteiras
no qual poderemos
viajar sem nunca
nos perdermos.

13 comentários:
'porque somos folhas de um só ramo às portas do inverno.'
Meu carinho Lídia.
Bj.
Cabe-me no peito
Cola-se-me à alma
Entra-me nos gestos
E no calendário dos poemas
É amanhã
Que é já logo
Fabuloso poema!!!
Todo ele a apostar nas sibilantes e a dizer-se inteiro, sem fugas nem máscaras...
Abraço!
A estratégia parece boa e, por isso, produzirá os seus frutos, ainda que mais ou menos iluminados.
Mas o teu poema não é nada bom, porque é excelente. E revela, se eu não o soubesse já, os teus enormes talento e criatividade.
Um beijo, querida amiga Lídia.
É bom criar um plano e nele viajar ao som da magnífica canção de Coimbra sem nos perdermos...
Bons sonhos.
o título do poema ombreia em sagração, as palavras se cortejam
beijo
semear sonhos não é para todos..
um poema excelente.
Beijo
;)
Quanto mais sonhos mais farta será a mesa e como disse o poeta somos todos capazes de um pouco de lirismo e aí criamos uma trincheira de ternura e conservamos um mundo onde os 'homens' não conseguem habitar com sua maldade e seu ridículo.
É o 'afeto sem fronteiras' Lídia
que não nos percamos!
abraços
O inconformismo do homem é total, tal como a ambição, que nos vale aprendermos juntos se o sistema dos gulas continua em movimento.
Junto ao teu o meu grito Lídia
Beijinho e uma flor
Esta tarde escrevi um, pequenino, embalada pela guitarra e pelas sibilantes desta Ária Breve Para Alumiamento de Sombras...
Amanhã tento levá-lo lá :)
Deixo o meu abraço.
A poesia, em tão belas palavras, é também um grito...
Muito bom!
beijinho
cvb
Que o sonho não se aquiete no sofá e torne a se mostrar, quando o inverno passar...
beijos
Venho descansar nesta seara de versos e a guitarra a tocar...vou ficar e não vou voltar ao meu lugar
Maria luísa
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