Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa
diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;
encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto
seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;
encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto
seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
Fiama Hasse Pais Brandão,
in Três Rostos - Ecos

8 comentários:
Uma poetisa de excelência. Tantas vezes esquecida. Muito bom lê-la aqui.
Beijinho
Por vezes, na mingua dos dias
julgo que conheço todos os poetas do mundo. E conheço. Mas há tantos de que me esqueço... lembrar também é uma função certa, que tanto (te) agradeço
Obrigado por esta "Estrada"
Lindo,Lígia!belo e profundo poema! Linda semana,beijos,chica
Agradeço este belo início de semana. proporcionado por este belissimo post com acompanhamento musical à altura.
Bem haja!
os pés se queimam em epifania: trilha ardente
beijo
Os teus poemas são uma estrada onde nos perdemos encantados perante a excelência das tuas palavras.
Este poema é um flagrante exemplo disso mesmo.
Gostei muito, obviamente...
Lídia, minha querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.
Um poema nostálgico e belo desta poetisa que eu não conhecia. Vou procurar mais dela.
Beijos!
Alcides
na vibração dos passos - ao revés dos dias...
beijo
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