sábado, 9 de março de 2013

Nem sempre uma rosa enche o jardim...

duy huynh 


Nem sempre uma rosa enche o jardim
nem sempre uma arpa atravessa o silêncio
ou o sol encontra a esquadria das janelas.
Nem sempre uma ave irrompe da madrugada.

Há um modo de olhar que é discípulo  da noite
obscuro como lamento de estrelas extintas.

Pelo menos, assim me parece, hoje.
  

17 comentários:

Graça Sampaio disse...

Apolo e Dionísio? Estamos com o coração cheio de trevas...

Beijos de bom fim de semana.

chica disse...

Melancólico,mas lindo! beijos,chica, ótimo domingo! chica

Armando Sena disse...

Nem sempre o sol nos presenteia com a sua luz.
Assim também foi hoje!

Beijo

Rogério G.V. Pereira disse...

Nem sempre
significa que o sempre
não existe
quanto muito existe o quase sempre

E o que parece hoje, nem sempre será o que te vai parecer amanhã
em que o modo de olhar será discipulo do raiar da manhã

Vais ver...

marlene edir severino disse...

Nuvens
densas nuvens.
Passam!

Beijo, Lídia!

vieira calado disse...

Creio que o "Pelo menos..."
já não faz parte do poema.
Não necessita.
o poema fica muitíssimo bem sem, ele.
Desculpe, mas é o que eu penso.
Beijinho para si!

AC disse...

Lídia,
Andamos continuamente a tentar conviver com os humores dos deuses. Entendê-los é sabedoria.

Beijo :)

Unknown disse...

nem sempre, nem sempre



beijo

vida entre margens disse...

Há dias, em que nuvens se interpõem equidistantes do sol e do nosso olhar sobre ele. Cabe-nos procurar uma fresta por onde o possamos ver raiar.
Gostei da sua poesia.

Deixo beijinhos!!

Manuel Veiga disse...

lunar. o poema...

... e no entanto pressente-se perfume da rosa - na noite.

beijo

Rui Pascoal disse...

Amanhã, amanhã esse olhar será diferente... para melhor, assim o espero.

Anónimo disse...

Tem dias assim...


Beijo.

ana disse...

Lídia,
O seu poema arrepiou-me.
O primeiro verso é muito intenso e perturbador. Confesso que a "rosa" na poesia tem o poder de me encantar.

Passe na minha janela tenho uma rosa para si.
Beijinho.

Jaime A. disse...

A noite: ponto de encontro de poetas e de loucos...
Há sempre um dia, uma noite em que o olhar ganha as raízes da noite e e gera um gemido, primordial como os primeiros átomos, triste como os enamorados distantes...
Este poema é isto, só que magistralmente elaborado.

Unknown disse...

Parece um dia em compasso de espera.
Nem sempre.
Por vezes acontece...

Mateus Medina disse...

Tudo está sempre dependende do nosso estado de espírito.

bjos

lis disse...

Estou levando comigo Lídia _ o poema,tá?
os jardins vão se encher de miosótis jasmins acácias e também rosas,rs
meu abraço