sábado, 27 de abril de 2013

Qualquer coisa...


Catrin Welz Stein

Qualquer coisa como a paz,
uma corrente de luz sem peso
a gravitar sobre a área do pensamento
onde a solidão não dói.

Na aragem somente o modo
que a espuma tem de traduzir o mar:
um riso alegre e branco que brinca.
Mas ouvir a espuma não chega
para conhecer a fundura do mar.

Um lume acende-se, de súbito, na lucidez.
E é por pouco que não queima
as canículas do sossego
onde pousou uma ave lunar

De estar  imóvel há tanto tempo
a ave de  penas  insensíveis
acaba por quebrar, tristemente
a festa da espuma nos meus pés descalços.


15 comentários:

Unknown disse...

Qualquer coisa como a paz... lendo sua poesia pude vislumbrá-la!
Beijos.

Unknown disse...

tem uma canção do Djavan que diz: nem que eu bebesse o mar/encheria o que eu tenho de fundo




beijo

Maria Rodrigues disse...

Belo e nostálgico. Hoje sinto-me assim, uma ave com asas cansadas e com um imenso receio do amanhã que está para vir, mas isto passa, tem de passar, e amanhã, vou ganhar novamente forças para levantar voo e começar novamente a minha rotina diária, afinal outras aves dependem ainda de mim ....
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

Rogério G.V. Pereira disse...

O poema mais forte é sempre último escrito...
(não sei se já lhe tinha dito)

Flor de Jasmim disse...

Lindo minha querida amiga.

bom fim de semana

beijinho e uma flor

P.S. no post anterior esqueci de dizer que és uma mulher linda com uns olhos lindissimo.

Rita Freitas disse...

Muito bonito!
Qualquer coisa como a paz...

bjs

helia disse...

Lindos o Poema,a Foto e a Música !
Um bom Domingo

Anónimo disse...

Saudade desse cantinho, mas o bom filho a casa torna..rs
Delicado seu texto!
Aproveito pra avisar que acabo atualizar a acanhada Narroterapia com o segundo capitulo do conto Sempre Haverá Pássaros, e quero muito seus comentários.
abraços
Fabrício

Teté M. Jorge disse...

Que paz...
Beijos.

Manuel Veiga disse...

há que colher a espuma para ousar o mar - e agitar as águas.

e florir as asas...

gostei muito.

beijo

Maria disse...

Que lindo poema!
Tava vagueando por entre os blogs e vim parar no teu.
Estou te seguindo!
Aproveito e venho convidá-la para dar uma olhadinha no meu blog. :)

beijosquematam.blogspot.com.br

Mateus Medina disse...

É verdade, a espuma não chega para indicar a fundura do mar. Será por isso que a ave lunar somente é capaz de quebrar a espuma?

bjos

vida entre margens disse...

Sente-se nas suas palavras, na forma como conduz o pensamento, essa sensação de paz e tranquilidade ao longo de todo o poema...:)

Mais uma vez parabéns, por estes voos leves e suaves...

Adoro viajar por aqui...beijo!

Armando Sena disse...

E é paz que se sente depois de ler tão agradável poema.
beijo

AC disse...

Momentos que nunca se perpetuam, o mundo chama por nós.

Beijo :)