domingo, 30 de junho de 2013

Há sempre um verso que ousa

                                                                                                                                      Imagem: Alexandra Nobre


Clareiras de sol ardem 
no empedrado, lá fora.
É um sol inflamado
queimando
severo, seco, seco…

Tal fervor afasta o poema
cego de tanto excesso.
Deixa-o estirado no abatimento
das coisas sem luz. 

Ainda assim, há um verso que ousa...
[Há sempre um verso que ousa!]
Aproxima-se pela sombra
trazendo no regaço
uma cerejeira carregadinha de frutos
contra um céu limpo
como um diadema
crivado de pérolas rubras.

21 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Nesta tarde tórrida um poema que refresca...porque há sempre um verso com sabor a cerejas madurinhaS!

Abraço

Armando Sena disse...

Sempre há um verso que tem a ousadia de ultrapassar os obstáculos, sejam eles quais forem.
Beijo

P. P. disse...

Belíssimo.
Para mim, palavras que tão ao encontro vão do presente momento.
Bj

chica disse...

Que bom que nunca deixam de ousar um versos, pelo menos! Lindo poema e imagem!beijos,chica

Rogério G.V. Pereira disse...

Leio, e sorrio
e penso:
Em ti
os versos
são como as cerejas
pega-se num verso ousado
e ficamos com um braçado

lupuscanissignatus disse...

fruto

apetecido

São disse...

Porque há sempre um verso que ousa é que a Poesia é eterna


SEmana feliz

Unknown disse...

e de ousar tanto se faz



beijo

Mateus Medina disse...

Lindo!

Um viva aos versos que ousam. Ainda bem que eles existem.

bjos

Val Cruz disse...

Por favor! Ouse muito!! Amo.

Meu carinho Lídia.
E grata pelo seu também!

Manuel Veiga disse...

cerejas! é tempo delas...

há que come-las, enquanto duram - fugazes que são...

(também a poesia se come, como bem sabes)

beijo

Maria João Brito de Sousa disse...

Sempre, sempre, um verso mais livre, mais ousado...


Abraço grande!

Anónimo disse...

Ainda bem, que o verso ousa e cria poemas assim, mesmo debaixo do sol inflamado!
Lindo, sob a intensidade da luz, na ousadia da sombra, natureza e cor!
Cptºs

Branca disse...

Por norma não leio os comentários anteriores antes de escrever, às vezes nem leio mesmo por falta de tempo, mas os do Rogério sempre me despertam curiosidade e não resisti. Depois de o ler a ele já não sei dizer mais nada, porque lá está tudo e a tua poesia é tão boa que é sempre um bálsamo para a nossa alma.

Beijinhos, muitos
Branca

Rita Freitas disse...

E ainda bem que há sempre um verso que ousa :)

Bjs

Emília Simões disse...

Belíssimo poema. Há sempre um verso que ousa penetrar o céu e colori-lo com os frutos maduros e vermelhos como estas cerejas que as suas sublimes palavras enaltecem. Um beijinho Ailime

A Palavra Mágica disse...

Essas ousadias dos versos trazem-nos um conforto, pois precisamos dessa poesia.

Beijos!
Alcides

Pérola disse...

e deixemo-nos conduzir ...na ousadia...de todo e qualquer verso.

beijinho

Unknown disse...

E do que precisamos nós?? Anota aí que é pouca coisa: silêncio,arte e amor!! Um pensamento de martha medeiros que eu gosto muito. O teu poema de versos é super lindo!! Bela escrita!! Beijinhos e fica com deus!! http://mafaldinhaarte.blogspot.pt

Catarina disse...

Gosto destas pérolas rubras e do poema que as descreve.

Lídia disse...

LINDA IMAGEM!
LINDO POEMA!

PARABÉNS!

LÍDIA FRADE