sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Dos sonhos ou da falta deles

Daria Endressen


Havia um homem que corria pelo orvalho dentro
Herberto Helder


Havia um homem que não sonhava
Tinha a realidade pregada com dois pregos
tão perto dos olhos que  nada via.

Passava pelas ruas da realidade ausente
como se dormisse. Dormia. 
com uma flecha cravada no coração do sonho
que matara. Morria!

16 comentários:

São disse...

Um dos seus poemas que mais me tocou, porque eu aprecio particularmente poemas breves, mas com enorme profundidade. Como é o caso.


Geralmente, quando gosto de um poema, costumo publicá-lo num dos meus blogues(indicando o nome de quem o escreveu, obviamente), por vezes sem sequer pedir autorização e até agora nenhuma das pessoas se aborreceu.

No seu caso -até porque nos visitamos há pouco tempo - pergunto-lhe se me autoriza a , quando gostar especialmente do texto, publicá-lo.

Desde já os meus agradecimentos, Se decidir que não, não ficarei aborrecida, evidentemente.

Bom fim de semana

chica disse...

Triste não sonhar...Linda e intensa!!beijos praianos,chica

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Quantas vezes passamos pela vida, tão ausentes de nós...tão perdidos de ser.
lindo como sempre.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Mel de Carvalho disse...

é isso mesmo, querida Lídia: dar voz ao sonho. é pelo sonho que nós vamos, e só deste modo, crescemos...


que te dizer que não seja, adoro ler-te?

beijo com carinho e profunda admiração
bfs

Mel

Dilmar Gomes disse...

Muito bom, amiga Lídia. Acha que quem nunca sonha, passa reto pela vida.
Um abraço daqui do sul do Brasil.
Tenhas um lindo fim de semana.

Unknown disse...

Do que é essencial!

Abraços, poetisa.

Anna Amorim

Daniel C.da Silva disse...

Isto está tão perfeito, que ousava retirar apenas "que matara. Morria"

Gostei memo muito, como de resto não é estranho aqui :)

Beijinho amigo

Lídia Borges disse...


Ainda bem que gostou, São!
Pode levar, claro!

Lídia

Anónimo disse...

Gostei muito, Lídia! Sem sonho, a vida não tem o mesmo valor!Bji

Rosa Carioca disse...

Já dizia outro poeta: Não se morre quando se deixa de viver mas quando se pára de sonhar.

Isabel disse...

Viver sem sonhos, mesmo pequeninos, não é viver: é vegetar!

Aprender e sonhar, deve ser até morrer!

Um beijo e bom domingo!

O Puma disse...

Brilhante como sempre
em todos os versos

Bj

marlene edir severino disse...

Sonhar é preciso!
Beijo, Lídia!

Unknown disse...

o homem que não sonhava
nem nos olhos sonhava



beijo

Rogério G.V. Pereira disse...

Venho dessa mesma rua
de que fala o poeta
e para desgosto dele
(teu e meu)
há gente que sem se considerar morta
há muito que para o sonho já morreu

Armando Sena disse...

Pleno...e há tanto disto por aí.
bj