Galopa no dorso quieto das montanhas
o voo entontecido dos olhos.
E as imagens iluminam-se no seio de uma lágrima
onde o sol se desmancha comovido
em reflexos de anil, granito e sombra.
Já não é do sol que necessitamos.
Dia a dia o astro-rei diligente faz descer a luz
clareando a visão sobre todas as coisas.
clareando a visão sobre todas as coisas.
Já o sol não nos falta!
Necessitamos é de terra. É terra que falta
à planta dos nossos pés ávidos de seiva.
Necessitamos é de terra. É terra que falta
à planta dos nossos pés ávidos de seiva.
Lídia Borges (2015:p.105),
"Baile de Cítaras"

3 comentários:
versos-semente
ávidos de húmus
Sim, a música é muito bonita senhor "Brisonmattos". O que lhe falta em educação, sobra-lhe em atrevimento. Saiba que, desta vez, farei com que dispa a máscara, no sítio próprio.
Afinal já todos sabemos quem é.
Até breve!
Lídia
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