quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Terra



Galopa no dorso quieto das montanhas
o voo entontecido dos olhos.
E as imagens iluminam-se no seio de uma lágrima
onde o sol se desmancha comovido
em reflexos de anil, granito e sombra.
Já não é do sol que necessitamos. 
Dia a dia o astro-rei diligente faz descer a luz
clareando a visão sobre todas as coisas.
Já o sol não nos falta!
 

Necessitamos é de terra. É terra que falta
à planta dos nossos pés ávidos de seiva.



Lídia Borges (2015:p.105),
 "Baile de Cítaras"


3 comentários:

Lucia disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Rogério G.V. Pereira disse...

versos-semente
ávidos de húmus

Lídia Borges disse...


Sim, a música é muito bonita senhor "Brisonmattos". O que lhe falta em educação, sobra-lhe em atrevimento. Saiba que, desta vez, farei com que dispa a máscara, no sítio próprio.

Afinal já todos sabemos quem é.

Até breve!

Lídia