Ponte da Barca, 13/02/2016
O rio Lima galgou as margens,
engoliu o verde paradisíaco que, desde tempos remotos, chama visitantes e
inspira poetas. Basta lembrar Diogo Bernardes, grande vulto da poesia
lírica portuguesa do séc. XVI que, tomado pela beleza deste cantinho
do nosso país, dedica uma parte significativa da sua obra a
cantar/louvar o Lima e o bucolismo que o envolve.
Hoje, porém, se poema houvesse seria para dar rosto aos rostos apreensivos das pessoas que, naquela zona ribeirinha, têm os seus pequenos negócios (restauração e artesanato). Agrupados às portas, como se juntos pudessem impedir o crescimento do rio, medem distâncias num silêncio impotente e angustiado. Sabia-se que o estado do tempo ia piorar e a qualquer momento com as descargas das barragens de Touvedo e Alto-Lindoso, (pelas 18h), as inundações seriam inevitáveis.
Um dos restaurantes mais emblemático de Ponte da Barca, “O Moinho”, (passe a publicidade), no momento desta fotografia, (pelas 17h) tinha a água a poucos centímetros da entrada.
Não posso deixar que pensar, aqui posta em (desas)sossego no meu canto, como é denso e pesado este manto cinzento que nos vai cobrindo.
Hoje, porém, se poema houvesse seria para dar rosto aos rostos apreensivos das pessoas que, naquela zona ribeirinha, têm os seus pequenos negócios (restauração e artesanato). Agrupados às portas, como se juntos pudessem impedir o crescimento do rio, medem distâncias num silêncio impotente e angustiado. Sabia-se que o estado do tempo ia piorar e a qualquer momento com as descargas das barragens de Touvedo e Alto-Lindoso, (pelas 18h), as inundações seriam inevitáveis.
Um dos restaurantes mais emblemático de Ponte da Barca, “O Moinho”, (passe a publicidade), no momento desta fotografia, (pelas 17h) tinha a água a poucos centímetros da entrada.
Não posso deixar que pensar, aqui posta em (desas)sossego no meu canto, como é denso e pesado este manto cinzento que nos vai cobrindo.

5 comentários:
Vi na televisão. Toda a zona litoral norte e centro está ameaçada de cheias. Chove há uma semana e nos últimos dias tem sido quase sem parar. Os rios não suportam mais pressão e, indomáveis, rebentam as margens... Mau de mais. Vamos esperar que o Sol (re)ganhe vida...
Não foi há muito tempo que tiveram inundações...
Um fim de semana harmonioso.
As pessoas só se juntam
na hora da partilha de angústias
Depois de passado o mau tempo
cada um será por si, num tempo que não será bom
Pequenas tragédias da grande tragédia. E o coração comprime-se, angustiado.
Um beijinho, Lídia
dias desconfortáveis, em que a tragédia nos envolve...
somos todos cúmplice de tanta incúria.
beijo
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