todas
as coisas vivas, morrem.
as
borboletas também.
e
até o colecionador de borboletas morre
por
vezes antes da morte
com
um alfinete espetado no coração.
acontece
que por má sorte
ou falta de inspiração
desprende-se-lhe da rede
o
exemplar que ajuizava na mão.
no
universo do imutável
está
o homem, bem ao meio.
não inteiro, entenda-se
meio
homem. que pela metade
é
que melhor ele se vê,
melhor
ele se sabe.
a
borboleta é um ser livre
a
natureza o ditou
não
deve graças à praça
a
praça é que devia
já que dela se agradou
livrar-se
da sua graça.
imagem: Barbara
Issa Vagnerovà

1 comentário:
As borboletas são
a parte bela e nobre
da metamorfose
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