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E eu disse: o vazio é a ciência secreta
do pleno
Adonis
(2016), O Arco-Íris do Instante
branco
é o cheiro das violetas
tão
branco que almejar dizê-lo
é deparar
com a estreiteza aflitiva
dos alfabetos.
dos alfabetos.
a Poesia
não é o que somos
nem
sequer o fingimento de ser
é tudo o
que falta para sermos
em plenitude
em plenitude
revelação apenas pressentida
ou tão só sonhada.
ou tão só sonhada.
se vem é
por bondade que vem
acrescenta extensão
ao
movimento da terra
e dos
corpos perplexos
diante da tirania dos dias.
e traz as
ondas e o vento
e um restolhar
de vozes
semeadoras
de luzes e sombras.
é, pois,
natural
que uma pena de semântica instável
e errância esdrúxula
e errância esdrúxula
não capte
das coisas a grandeza.
antes as migalhas que sobram dela.
meu
alimento, meu banquete...
a Poesia
o cheiro
das violetas! sim, das violetas
o brilho
branco do perfume…

2 comentários:
Gostei de partilhar deste banquete. Ainda sinto no olhar a brancura deste perfume.
As migalhas da grandeza...
Inspirada, Lídia!
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