Pergunto ao bonsai se, na ânsia de
reverdecer, não terá tomado a lareira pelo sol. Isto porque sem mas, como ou porquê, de um momento para o outro, encheu-se de raminhos novos. Reluzentes.
A resposta veio das tulipas, lá fora. Romperam
a terra, quebraram o silêncio e vieram lentamente pousar-me nos olhos todas as
sílabas da maravilha. Resisto à tentação de as levar ao poema. Às vezes é
melhor deixá-las livres a espalhar na aragem perfumes e promessas de um março por
chegar.
Soubessem os homens assim florescer, na
aridez dos tempos.

1 comentário:
Não sei se o bonsai respondeu
para além da resposta que deu
sob a forma de raminhos novos
pergunta o mesmo aos homens
e, quando menos esperares, eles responderão
ou não
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