Foi
muito gratificante estar ontem no "Hora da Poesia", o programa da
Rádio Vizela da responsabilidade de Conceição Lima que, ao longo de cinco anos,
tem vindo a fazer um trabalho notável em prol da poesia, lendo-a, divulgando-a,
acarinhando-a.
Quando
me dirigia para o estúdio ia um pouco apreensiva quanto ao que dizer para
preencher um tempo que desejava útil, mas a falta de prática nestas lides e o
sem rede do “direto”, ameaçavam. Não foi difícil, porém. A Conceição tem a o
dom de tornar tudo fácil. É o modo como somos recebidos, como somos acarinhados
que torna familiar o que na verdade nos é estranho.
Leu/disse
e comentou poemas de dois dos meus livros – o Sementes Daqui e o Baile de
Cítaras – cuja seleção e alinhamento permitiu pôr em destaque marcas da minha
poesia que justamente por me ser “carne”, vai escapando à minha perceção.
Assiste-se a estas leituras do lado de fora, da outra margem, ao longe,
(quantas vezes ao longe se vê e ouve melhor), e podemos intuir o modo como o
leitor se relaciona com o que escrevemos.
Não posso deixar de fazer referência à belíssima voz de Rui Dinis e ao seu modo líquido de dizer que torna os poemas muito maiores e até mais perfeitos. A minha gratidão pela surpresa de mos mostrar assim tão bem tratados.
Não posso deixar de fazer referência à belíssima voz de Rui Dinis e ao seu modo líquido de dizer que torna os poemas muito maiores e até mais perfeitos. A minha gratidão pela surpresa de mos mostrar assim tão bem tratados.
Depois,
quando até já me ia esquecendo que estavamos a ser ouvidos, vem aquela chamada
do Brasil da Libânia Madureira para dizer um poema. A Libânia juntamente com a
Manuela Barroso são duas pessoas/poema. Conhecemo-nos numa apresentação na
Unicepe, no Porto, há uns tempos, e, desde logo, a empatia foi forte presença.
Só não sabia eu que as duas haveriam de ser comissárias da minha escrita, junto
da Conceição Lima…
E não só!
Não quero que, o constrangimento nato que me caracteriza aliado à falta da palavra que a emoção dita, possam ser confundidos de alguma maneira com ingratidão. Daí, este texto que afinal se resume a uma só palavra:
GRATIDÃO!
E não só!
Não quero que, o constrangimento nato que me caracteriza aliado à falta da palavra que a emoção dita, possam ser confundidos de alguma maneira com ingratidão. Daí, este texto que afinal se resume a uma só palavra:
GRATIDÃO!
Lídia Borges
(09/02/2017)
(09/02/2017)

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