Sim,
é verdade! Em Vizela há [ainda] uma rádio que dedica semanalmente uma hora, (uma
hora inteirinha), à Poesia. É um espaço por onde têm passado, ao longo dos profícuos
cinco anos de existência do programa, poetas de todas as “galáxias” da nossa Literatura,
desde os clássicos aos novíssimos, passando por alguns como eu, perdidos entre
uns e outros, neste imenso universo da palavra poética.
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LÍDIA
BORGES será a convidada de A HORA DA POESIA.
O mundo não lhe passa ao lado...
Olha, vê, observa, escuta, perscruta, vive, recorda...
A escrita é " o seu doce engano" - em palavras depuradas, limpas, líquidas, constrói uma Poesia lírica e espiritual...
O mundo não lhe passa ao lado...
Olha, vê, observa, escuta, perscruta, vive, recorda...
A escrita é " o seu doce engano" - em palavras depuradas, limpas, líquidas, constrói uma Poesia lírica e espiritual...
..."Como
deixar na sombra as rosas
e outras sublimações perfumadas
enquanto corro como regato
até à queda íngreme de toda a água?”
e outras sublimações perfumadas
enquanto corro como regato
até à queda íngreme de toda a água?”
4ªa feira, pelas 21 horas na Rádio Vizela, 97.2
Conceição
Lima
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Surpresa ainda, o (reiterado) “lírico e espiritual”, com que deparo, associados à minha escrita. Quanto ao lírico, reconheço alguns sinais que se relacionam com a paixão que é, em todo o caso, presença habitual em quase tudo o que faço. E quando deixa de ser paixão, se posso, deixo de o fazer. Já a espiritualidade, terei de procurar no dicionário aquilo que nela melhor me caracteriza - alegórico, místico, devoto, - talvez isto, muito mais que religioso, pois que, na verdade, embora educada nos preceitos do catolicismo é nos valores universais, consignados no Humanismo que melhor me aconchego. Direi que a minha religiosidade não passa pelos bancos da igreja e muito menos pela sacristia. Não sou praticante de qualquer religião desde a adolescência. Aliás, desde essa época que estou zangada com a(s) Igreja(s). (Mas não com Francisco. Só porque ele é um humanista antes de tudo mais).
"Lírico e espiritual"... Eu que, ao contrário de Nuno Júdice,* ando sempre com receio de perder o autocarro que faz o trajeto no sentido nuvens-terra, tendo até já adquirido um passe vitalício, para não correr o risco de ficar em nuvem que é quase tão mau como ficar em terra, vejo-me assim "inscrita" em público.
Falarei
consigo, em direto, Conceição Lima. Por agora, limito-me a agradecer-lhe este
amável convite que, naturalmente, muito me honra.
O (meu) Baile de Cítaras está-lhe igualmente grato.
*Nuno
Júdice (2014), Navegação de Acaso, poema
“Greve Geral”.

3 comentários:
4ªa feira, pelas 21 horas, a Rádio Vizela terá aumentada a audiência
juro
Na quarta feira farei os possíveis por ouvir a Hora da Poesia com o teu "Baile de Cítaras".
Um beijo.
Ouço sempre e estou a ouvi-la neste momento.
Também tive uma avó inspiradora.
Odete Ferreira
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