As
lâmpadas em linha
estão
suspensas na neblina cerrada.
Esboçadas
sem ânimo nem virtude,
acesas na pupila involuntária do olhar,
pontos
cintilantes
marcando o cerne rórido da sombra.
Quisera
tocar-lhes,
através do vidro sorver-lhes a luz...
através do vidro sorver-lhes a luz...
Reflexos
apenas, nada mais.
Artificialidades
do tempo
a dizer-se
este.
a dizer-se
este.
(pintura-Jeff Rowland, fragmento)

2 comentários:
Reflexos da vida num poema sublime.
Beijinhos
Maria
A realidade é aquilo que fica
quando a falsa luz se vai
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