quinta-feira, 6 de abril de 2017

A palavra







rasgar a palavra ao meio
esvaziá-la de tudo
o que nela finge arder.

libertação inefável:
ter a primavera toda
por dentro das sensações
e nada desejar.

as sombras esboroadas 
ervas ébrias de orvalho
até ao fim do olhar
e depois… tão-só,

o agora
livre de estéticas, estilos,
alardes, 
esquissos 
de poemas apátridas  .

A palavra? – sempre.









(imagem:Christian Schloe)

4 comentários:

manuela barroso disse...

Belíssimo poema onde a palavra é rainha !
Saudades , Lígia
Beijinho **

Fê blue bird disse...

A palavra desnuda-se e revela-se um belíssimo poema.

Beijinho

Fernanda Maria

AC disse...

Assim haja convicção, imune aos fazedores de opinião.
Lindo, Lídia!

marlene edir severino disse...

Bendita palavra!
Beijo, Lídia