rasgar a
palavra ao meio
esvaziá-la
de tudo
o que nela finge
arder.
libertação inefável:
ter a
primavera toda
por dentro
das sensações
e nada desejar.
as sombras esboroadas
ervas ébrias
de orvalho
até ao fim
do olhar
e depois…
tão-só,
o agora
livre de
estéticas, estilos,
alardes,
esquissos
de poemas apátridas .
A palavra? – sempre.
(imagem:Christian Schloe)

4 comentários:
Belíssimo poema onde a palavra é rainha !
Saudades , Lígia
Beijinho **
A palavra desnuda-se e revela-se um belíssimo poema.
Beijinho
Fernanda Maria
Assim haja convicção, imune aos fazedores de opinião.
Lindo, Lídia!
Bendita palavra!
Beijo, Lídia
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