domingo, 2 de abril de 2017

As crianças e os livros



 
Sem querer embrenhar-me nas problemáticas relacionadas com a literatura dedicada aos mais novos, o conturbado mercado editorial, o livro em si, a concorrência que lhe é movida pelas inúmeras e sedutoras propostas na área das novas tecnologias, penso que teimar na defesa do livro, não sendo um ato de coragem é, pelo menos, um ato de extremo bom-senso e até de enorme generosidade.
O caminho é assim, para os “crentes”, continuar a desenvolver um trabalho de aproximação do livro à criança, na família, nas bibliotecas, nas escolas… Urge fazer viver a leitura e ligar o livro à vida da Criança, sem o limitar à aprendizagem e ao espaço escolar. O literário, o lúdico, o que promove a fruição, dá prazer e, como tal, é passível da adesão do leitor, pode conviver perfeitamente com o didático, sem que um se sobreponha ao outro.
Ganhar leitores não é tarefa que se realize depressa ou de ânimo leve, pelo contrário é um processo longo que deve ter início logo nos primeiros anos de vida, mesmo antes do saber ler. As rimas, as lengalengas, as histórias contadas e/ou lidas diariamente às crianças, vão desenhando paulatinamente um percurso que levará ao gosto pela leitura, ao amor pelos livros. Aberta estará a porta para um futuro mais consciente, no que a escolhas e participação cívica diz respeito, um futuro mais prometedor, mais feliz, atrever-me-ia a dizê-lo.


Não se esqueça de ensinar às (suas) crianças o amor pelos livros.


(pintura: Albin Veselka)

1 comentário:

deep disse...

Tento incutir esse gosto pelo livro nas crianças com as quais convivo, noto que, para algumas, eles são importantes e isso agrada-me. A minha afilhada mais velha, que hoje tem 33 anos, disse-me um dia que tinha de me agradecer o gosto pela leitura e pelos livros, por lhos ter oferecido em criança. Fiquei contente e orgulhosa com essa revelação.

Boa semana, Lídia. Beijinhos