(s/ ind. autoria)
alguns
querem me matar
disparando
à queima roupa
redondas
balas de pólen.
todo
o mal que me causam
é
uma reação alérgica
moderada
facilmente
neutralizada
com
uma ou duas inalações
de
água do mar
purificada.
um
dia ainda hei de matar
esses
que me querem matar
está
decidido
há
de ser com bolinhas de sabão
sopradas
à queima roupa
devagarinho
diretas ao coração.
hei
de matá-los assim
sem
dó nem compaixão.
amor
com amor se paga
diz
o povo e muito bem
é
que não me agrada nada
ficar
a dever
o
que quer que seja a alguém.

1 comentário:
Satírico, este poema, pode aplicar-se a muitas coisas...
Uma boa semana, Lídia minha Amiga.
Um beijo.
Enviar um comentário