não é fácil dizer seja o
que for
diante do mar,
se é verão.
acorre ao sul, excesso e
lume,
o sol que falta na alma,
no coração,
nas análises clínicas.
e todas as coisas em redor
cintilam
serenamente, sem peso, sem crueldade
e amo sobre a pele esse sopro de
vida,
esse azul da luz saturado
de água.
puríssimo.
fecho os olhos com receio
de cegar.
para a minha solidão
eu queria um azul como
este,
assim secreto,
subindo, lentíssimo,
ao lugar mais ermo do
poema
onde a palavra se resguarda.

5 comentários:
Onde a palavra se resguarda, a ganhar dimensão para outros sentires.
E do encanto do azul do mar, num sopro de beleza, nasceu este lindíssimo poema.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco
Poema lindo, lindo, lindo!
Também quero um azul assim para esconder as minhas fragilidades...
Um grande beijo, minha Amiga Lídia.
Posso fazer minhas as tuas palavras?
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