quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sopro




não é fácil dizer seja o que for
diante do mar,
se é verão.

acorre ao sul, excesso e lume,
o sol que falta na alma,
no coração,
nas análises clínicas.

e todas as coisas em redor cintilam
serenamente, sem peso, sem crueldade
e amo sobre a pele esse sopro de vida,
esse azul da luz saturado de água.
puríssimo.
fecho os olhos com receio de cegar.

para a minha solidão
eu queria um azul como este,
assim secreto,
subindo, lentíssimo,
ao lugar mais ermo do poema
onde a palavra se resguarda.






5 comentários:

AC disse...

Onde a palavra se resguarda, a ganhar dimensão para outros sentires.

Maria Rodrigues disse...

E do encanto do azul do mar, num sopro de beleza, nasceu este lindíssimo poema.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Dilmar Gomes disse...

Poema lindo, lindo, lindo!

Graça Pires disse...

Também quero um azul assim para esconder as minhas fragilidades...
Um grande beijo, minha Amiga Lídia.

Ibel disse...

Posso fazer minhas as tuas palavras?