havia uma abelha na flor dos versos
uma lumieira de sol no meio do
poema.
e o mel.
mas o carteiro veio. deixou o jornal e...
não se vislumbra numa só notícia
um ínfimo espaço aberto à poesia.
de nada vale desfibrilhar o coração do poema.
uma caligrafia novembrina
arqueja
sob as asas mortas de uma abelha
desaparecida.
à flor dos versos,
segregado o mel da boca,
a penumbra desce, bruma densa
a pontuar sarcasticamente
o cristal do dia.
(imagem: Naza)

1 comentário:
Oi Lídia! Passando para agradecer e dizer que fiquei muito feliz com a tua visita e teu amável comentário com tão bela mensagem de felicitações e carinho quando da passagem do nosso aniversário, meu e dos meus dois filhos. Muito obrigado de coração.
Antigamente, ao abrir um jornal, sempre tínhamos o prazer de vislumbrar um belo poema, hoje é só corrupção. Belo poema amiga.
Abraços,
Furtado
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