segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Estou aqui




o meu nome na tua voz
pela enésima vez. chamas-me.
tens-me como a fonte do ar
que te falta nos pulmões, no coração,
a serenidade, a fortaleza
contra a insubordinação dos ventos.
e eu tão desamparadamente só,
as mãos nuas de milagres
cheias de invisíveis dores. sustos. 

largam tudo e vão
pela enésima vez… as mãos.
[ai, que em fraquezas se afundam]

estou aqui!




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