Nada é falso,
se escrevo.
Eu e a
palavra respiramos
o mesmo ar, ocupamos
o mesmo
espaço oculto
entre a
poesia e o caos.
Um espaço
vago
de raras
existências cônscias.
ameno, natural,
livre…
e todavia,
sempre uma
pressa incontida:
subjugar ao
crivo do sofrimento
o primitivo
sentir
para o converter em fala.
O exercício
da palavra
em nome de
uma lógica absurda
a que
chamamos, "ordem".
