segunda-feira, 26 de março de 2018

Nada é falso, se escrevo





Nada é falso, se escrevo.
Eu e a palavra respiramos
o mesmo ar, ocupamos
o mesmo espaço oculto
entre a poesia e o caos.

Um espaço vago
de raras existências cônscias.
ameno, natural, livre…
e todavia,
sempre uma pressa incontida:
subjugar ao crivo do sofrimento
o primitivo sentir
para o converter em fala.

O exercício da palavra
em nome de uma lógica absurda
a que chamamos, "ordem".