Brinda-nos com rosas, o jardim.
Nelas nada é essencialidade.
Rosas, oferenda natural de maio.
Uma imagem secundária,
coroa de pétalas e cores na retina
sem que um só pensamento
se debruce nos brilhos rubros
da aragem.
Ir pelo itinerário das rosas
com a leveza dos loucos
até ao mais longe de mim.
Despertar depois para o pensamento
desgastado e lúcido:
belas e fugazes as flores...
[Como a vida].
Não saber o que recolher
para trazer ao poema: a realeza das rosas?
para trazer ao poema: a realeza das rosas?
O irrepetível maio na folha
rasgada
do meu calendário pessoal?
A ideia tantas vezes repelida
de ser o essencial tangível
em imagens puramente secundárias?
Coroa de pétalas e cores
na retina branca da inconsciência
ou
…
