sábado, 25 de abril de 2026

Hão de nascer sempre cravos

 

                                                Fotografia do ano / Créditos: Carol Guzy


Hão de nascer sempre cravos

Basta alguém os semear

Basta cerrarmos fileiras

Contra quem os quer matar

 

Não poderão germinar

Leis sem Lei ordens sem Ordem

Sobre os que de longe vêm

A nossa terra abraçar

Com sementes de querer bem

E braços p'ra trabalhar


Pois os que foram fadados

Com o dom da Fraternidade

Não irão sujar as mãos

No ódio vil da maldade

Mas nomear a Justiça

Que falta à Humanidade


Abril traz no ventre

Mil sonhos de Igualdade

E da voz saem rebentos 

Sílabas da Liberdade


Anda em busca do Poema

Entre sombras e flores

Cravos rosas alfazema

Abram alas meus senhores

 


Lídia Borges

Versos em itálico - Luísa Ducla Soares (poema: 25 de Abril)