Fotografia do ano / Créditos: Carol Guzy
Hão de
nascer sempre cravos
Basta alguém
os semear
Basta cerrarmos
fileiras
Contra quem
os quer matar
Não poderão germinar
Leis sem Lei ordens sem Ordem
Sobre os que de longe vêm
A nossa terra abraçar
Com sementes de
querer bem
E braços p'ra trabalhar
Pois os que foram fadados
Com o dom da Fraternidade
Não irão sujar as
mãos
No ódio vil da
maldade
Mas nomear a Justiça
Que falta à Humanidade
Abril traz no ventre
Mil sonhos de Igualdade
E da voz saem rebentos
Sílabas da Liberdade
Anda em busca do Poema
Entre sombras e flores
Cravos rosas alfazema
Abram alas meus senhores
Lídia Borges
Versos em itálico - Luísa Ducla Soares (poema: 25 de Abril)
