Os
poemas deformam-se nas idades de dedos
dormentes.
Em
rotação difusa sobre o amor, sobre ti
escolho o silêncio. Aqui e ali
um
verbo apolíneo isento de êxtases
para
conjugar irmão, amigo, abrigo
e a
serenidade da seiva vertida do coração,
lentíssimo.
Sobre
o amor, sobre ti
não existem
terras por descobrir nem caravelas de partida.
Aprendi-te,
aprendi-me
e palavra
nenhuma deve ser escrita
na melancólica toada deste novo mundo novo
dos
poemas onde coexistimos.
Perco definitivamente
o medo de ser feliz
nos instantes que sobrevivem à geada,
nos instantes que sobrevivem à geada,
deslembrada da dor do retorno
às ruas brumosas do porvir.
