A Laura Rey Pasandín é uma jovem escritora, nascida na Coruña, que tive o privilégio de conhecer na última edição do "Xuntos pelas Artes", encontro que reúne autores do norte de Portugal e da Galiza de diversas expressões artísticas, desde as letras à pintura, passando pela escultura, música, etc...
No encerramento, é costume haver troca de afetos com livros à mistura. Aconteceu-me, este ano, não ter livros meus, em número suficiente, para a troca. À Laura aconteceu o mesmo, de modo que ficámo-nos por um abraço fraterno e pela troca de endereços para "regularizarmos a situação", a breve tempo, até porque a empatia entre nós havia sido grande, nos dois dias de convívio.
Bem, tudo isto para dizer que, quando regressei de uns dias de férias, tinha As Mans da Terra em cima da secretária à espera de leitura. Comecei-a logo e depressa vi fugirem-me as 127 páginas onde é narrado o percurso de vida de uma mulher, representando uma geração de mulheres, que "medrou", num mundo adverso "ás veces sentíndose pouco valorada, en moitas outras menosprezada, sem elección na maíoria das ocasións."
Na primeira página, a dedicatória de Laura Rey Pasandín:
Ás minãs avoas
Jesusa e Marìa
"As mans da terra é unha obra que xira en torno a unha estirpe de mulleres, afoutas e botadas para adiante, como o foron a avoa e a nai de Laura. Maruxa, a súa protagonista, é unha muller do agro, cos seus segredos e feridas. Unha homenaxe á súa avoa, María Regueiro Calza, emprendedora e loitadora, referente para a autora. En palabras de Laura Rey, a novela fala da “muller ao longo de todo un ciclo vital, do rural, da opresión e o fascismo, da violencia (…), da diversidade funcional, da diversidade sexual, das nais e das sogras (…) da infancia, mais tamén da amizade. (Alexandre Bóveda, 21 de xaneiro de 2018)."
Obrigada, Laura!

