(2018/10/13, Bar Era uma vez, Porto)
E, a dado momento,
a pergunta, pedra
arremessada ao deus dará
como se pudesse o
questionar,
só por si,
atestar a universalidade
de uma ideia particular:
Quem
hoje lê ainda
Eugénio
de Andrade?
Ergue-se, então,
(maré inesperada?),
um coro de dedos no ar.
O momento dispensava
as palavras
mas os poetas têm sempre
tantos pássaros na voz:
Eugénio renasce todas as
manhãs.
"A Poesia é só uma", (1940/1953), Cadernos de Poesia
