segunda-feira, 8 de outubro de 2018

"Ordem e Progresso"

(pesquisa google s/ ind. autoria)
  
     Desejava hoje ter trazido um poema, mas anda tão sem Poesia o mundo que os versos evolam-se entre nuvens carregadas de ameaças. Penso no Brasil, em como pode ser doloroso admitir que um ditador seja eleito, democraticamente. E como pode um povo votar contra si próprio, contra o seu país, contra a sua "vontade", a favor de uma voz cheia de ódios, sem soluções, cujos ideais extremistas se aproximam perigosamente de outros que a História guarda, envergonhada, nas suas páginas mais negras.

     Pergunto que sentido farão hoje as eleições, quando o voto de cada um já não é a expressão livre do seu pensamento, mas o reflexo de ideias minuciosamente fabricadas, prontas a usar, por fazedores de opinião profissionais, nos media e mais recentemente na internet. Ganha o candidato que melhor jogar este jogo da alienação das massas, quem melhor dominar o exercício da mentira, da desonestidade, da manipulação.

   Que preocupada me sinto com o avanço destas coisas ruins pelo mundo fora!




3 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Lídia,
se eu conseguisse escrever sério, sem ironia
era (quase) isso mesmo que escreveria

assim fica o meu
"A Direita deu uma surra. Mas a Esquerda não acabou."

Afrodite disse...

Estamos todos Lídia, estamos todos!
Os sinais de mau estar de um país ou de uma sociedade revelam-se quando se escolhe o extremismo como via.

Um beijinho ainda com esperança
(^^)

Maria João Brito de Sousa disse...

Estas suas palavras são a voz do meu actual estado de espírito, Lídia...

Abraço