(pesquisa google s/ ind. autoria)
Desejava hoje ter trazido um poema, mas anda tão sem Poesia o mundo que os versos evolam-se entre nuvens carregadas de ameaças. Penso no Brasil, em como pode ser doloroso admitir que um ditador seja eleito, democraticamente. E como pode um povo votar contra si próprio, contra o seu país, contra a sua "vontade", a favor de uma voz cheia de ódios, sem soluções, cujos ideais extremistas se aproximam perigosamente de outros que a História guarda, envergonhada, nas suas páginas mais negras.
Pergunto que sentido farão hoje as eleições, quando o voto de cada um já não é a expressão livre do seu pensamento, mas o reflexo de ideias minuciosamente fabricadas, prontas a usar, por fazedores de opinião profissionais, nos media e mais recentemente na internet. Ganha o candidato que melhor jogar este jogo da alienação das massas, quem melhor dominar o exercício da mentira, da desonestidade, da manipulação.
Que preocupada me sinto com o avanço destas coisas ruins pelo mundo fora!

3 comentários:
Lídia,
se eu conseguisse escrever sério, sem ironia
era (quase) isso mesmo que escreveria
assim fica o meu
"A Direita deu uma surra. Mas a Esquerda não acabou."
Estamos todos Lídia, estamos todos!
Os sinais de mau estar de um país ou de uma sociedade revelam-se quando se escolhe o extremismo como via.
Um beijinho ainda com esperança
(^^)
Estas suas palavras são a voz do meu actual estado de espírito, Lídia...
Abraço
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