Uma janela para o
inverno,
um leve tremular de
folhas vermelhas,
as últimas num dos braços mais
finos
do ácer.
Polidas pela chuva resistem à sina,
inelutável.
inelutável.
O permanente cantarolar da água
a fazer líquidas as lembranças das fontes
que vêm levedar o
instante.
Nestas ruas delineadas a
carvão e cinza
antes da neve
não passam automóveis,
nem camiões
nem barcos…
apenas as vozes mais íntimas
da terra
que, (confirmei agora), é
só uma e a mesma,
aqui,
ou noutro ponto qualquer
do planeta,
sempre que alguém se
detém
a ler-lhe o coração,
alheio às leis perniciosas dos homens
como se lê um poema antes das palavras.
(Fredrikstad, 11/11/2018)
(Fredrikstad, 11/11/2018)
