quinta-feira, 21 de março de 2019

E nunca / Um navio da costa se afastou / Sem me levar



Ó Poesia sonhei que fosses tudo
E eis-me na orla vã abandonada
Uma por uma as ondas sem defeito
Quebram o seu colo azul de espuma
E é como se um poema fosse nada.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Antologia/Mar"







4 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Hoje teria que ser mesmo Sophia!

Abraço

Maria Rodrigues disse...

Uma escolha perfeita, maravilhoso poema.
Beijinhos
Maria
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Rogério G.V. Pereira disse...

E foi tão bonito, aquilo...
tivesse Sophia entrado pela porta
e confirmaria
que a poesia é (quase) tudo

https://conversavinagrada.blogspot.com/2019/03/talvez-mensagem-mais-bela-deixada-numa.html

Graça Pires disse...

O mar, maior que qualquer palavra pronunciada. A Sophia e o mar que ela amou, que nós amamos…
Foi o dia da Poesia, como o são todos os dias em que as palavras nos desatinam… Um grande beijo, minha Amiga Poeta.