Do modo como elas nos inspecionam, como
se aproximam devagar, desembrulhando o sorriso como desembrulham um rebuçado;
do modo como nos abraçam, primeiro timidamente, depois confiantes e alegres;
como observam, absorvem e questionam… De tudo isto pouco sei explicar e nada
disto, na verdade, precisa de explicação que não há explicação para a poesia.
Uma coisa é certa, cobrem-nos com vestes de cerimónia, lêem-nos poemas que conhecemos, contam-nos histórias que nós já contámos, sabem coisas da nossa vida, dos livros que escrevemos, oferecem-nos desenhos, doces, flores e têm as paredes cheias de imagens e mimos que inventaram para nos presentear. Tratam-nos como seres especiais, magos, feiticeiros, gnomos, encantadores de palavras… São tão puras no que dizem, no que fazem, as crianças, que por vezes temos receio de não saber devolver cada um dos tesouro que nos colocam nas mãos, transformado em fruto ou pássaro que as torne mais felizes.
Aos professores, auxiliares, pais e
alunos das escolas e jardins de infância do Agrupamento de Escolas de Celeirós,
Braga, que preparam a minha visita, nesta Semana da Leitura, com dedicação, empenho, trabalho e muita alegria, o meu agradecimento, a minha admiração!
Bem-hajam!


