Acordei afónica. Coisa dos fenos e de outras floras. Ou de faunos, sátiros, ninfas… sei lá! Alguma dessas entidades estranhas, que andam sempre por aí a pregar partidas. Engraçadinhas!
Nem de
propósito! Semanas da Leitura em curso e visitas marcadas para todos os dias,
algumas, desde novembro. Disse que sim, que
iria, que contassem comigo para uma história de monstros, umas rimas (boas de
contar), uma hora do conto com gatos e sonhos pelo meio.
Sim, sim!... Hoje, desmarcado, amanhã, adiado. Na
quarta… será? E a semana da leitura, preparada ao pormenor pelas escolas, pelas
crianças, vai seguindo assim, sem mim, a autora convidada, traída pela própria voz, em protesto contra a primazia dada ao silêncio.
Para tentar
salvar o que resta dos compromissos assumidos, avio na farmácia a prescrição do médico. E a farmacêutica,
uma miúda de sorriso fácil que nunca me vira e eu nunca vira: faça esta medicação e não
fale até amanhã, pelo menos. E abrindo mais o sorriso: Juro que não foi o seu marido quem me pediu para lhe dizer isto.
???????????????
- Afinal, estou sem som. Que mais podia dizer?
