Vladimir Volegov (fragmento)
Agora
abrirei o livro na página luminosa
que dá
acesso direto ao teu sorriso.
Chega do
fundo da noite chamado pela saudade,
pela
lentidão de agosto ou talvez pela ternura, apenas.
Todo o teu
corpo se debruça para a maravilha,
um mundo,
como um fruto por abrir à urgência da luz.
E os olhos
levados pelos navios
que
atravessam as planícies, ao longe, mais além ainda.
E as mãos
expostas, capazes de coroar de anémonas
quanto em ti
é espera, sede e dádiva.
Ouve-se
nitidamente o som que a alegria
faz à
chegada. Encho-te de cânticos e de beijos.
Lídia
Borges
