o
rosto toldado dos dias mínimos,
pássaro dobrado
no
poema
sob
o peso inaudito da palavra
que não podes movimentar.
que não podes movimentar.
Do
outro lado é a rapariga
de
água e nevoeiro. E a travessia;
a florista e os cestos avessos
à
invenção das flores.
É
o ressoar de uma rua sem nome,
entre a despedida e a alvorada.
O
outro lado é aqui onde não passam as estrelas
e
por isso não há como dizer sim a uma
e
não a outra sem deixar cair um lamento.
Deste
lado é a música e os traços [vagos]
que ela deixa à flor do mosto,
quando anoitece.
quando anoitece.
Lídia Borges
