Já
fora de trigo e papoilas
o lugar…
De
junhos e girassóis
de risos, ribeiros, fontes…
De
segredos:
debruçavas-te sobre eles,
debruçavas-te sobre eles,
para que encostassem
o ouvido à tua boca
e descobrissem o tom do teu falar.
Um
lugar de Sol pouco, hoje,
pousio e tardança,
inesperada detenção do vento
a mostrar que na transparência
às vezes faz frio.
às vezes faz frio.
Nenhuma
tristeza, porém,
que
a alegria não iguale.
Quotidiano...
Um
lugar quotidiano, apenas,
as horas esparsas derramadas
em fluída navegação,
cujas águas
não atingem a altura do poema.
Talvez só dezembro,
o aroma dolente de dezembro
o aroma dolente de dezembro
possa
trazer o
tumulto
das palavras que
involuntariamente
se deixam fascinar
pelo
silêncio.
Lídia Borges
(Caras Ionut / digital-art)
