DE TEMPOS A TEMPOS
De tempos a tempos o Tempo
não passa de um uivo sinistro
sirene de alarme num ermo
por dentro de nuvens um grito
De tempos a tempos o Tempo
clamando que nunca existiu
David Mourão-Ferreira (2019:p.625), Obra Poética (1948-1995).
(imagem s/ ind, autoria)