(Higanbana, a flor da morte, pesquisa s/ ind, autoria)
Eles não sabem
o peso aterrador de um silêncio
por sobre o que
sobrou dos fornos, dos carris da morte...
Em Auschwitz e
Birkenau, charcos de sangue marcam o chão
e os pássaros deixam
o ar para as vozes
em consternadas
orações. Não mais que murmúrios
que o vento
gelado espalha como quem pede perdão.
Para lá do
arame farpado as bétulas,
tomadas de sombra
e de espanto,
choram ainda.
Mas eles não viram, não ouviram, não leram.
Eles podem ignorar?
Lídia Borges
