Depois vem o quebranto,
aquele dito estado de escrita
febril e incómodo como um vírus.
A vacina,
um poema ministrado em dose única
sem prazo de imunidade avançado.
E lá se vai
sem barco nem bússola
desbravar os ventos do alfabeto.
E não só um braço a descoberto.
Lídia Borges
(pintura: White Dory by Anne Packard)
