sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Vacina



Depois vem o quebranto,

aquele dito estado de escrita

febril e incómodo como um vírus.

A vacina,

um poema ministrado em dose única 

sem prazo de imunidade avançado.

E lá se vai 

sem barco nem bússola

desbravar os ventos do alfabeto.  

 

E não só um braço a descoberto.





Lídia Borges

 (pintura: White Dory by Anne Packard)