Já ninguém se lembra
daquele fio de água cristalina
que deslizava
no interior dos sonhos de março.
Do real, só um severo abatimento
de pétalas [brevíssimas]
a doer mais que a pardacenta quietude
das promessas de fim do inverno,
aqui e ali, quebradas
como velhos cântaros de barro
arredados das fontes
que eram.
Lídia Borges
(Foto minha, hoje, tm.)
