domingo, 25 de abril de 2021

Em Lisboa andavam a pôr cravos nas armas

 

E então:

nem choros nem medos nem uivos nem gritos, nem...

ferros nem farpas nem farsas nem guerras nem...


Fora uma madrugada escrita 

com sílabas e lágrimas de sol. 

E um rio a correr nas veias de mil braços de bem,

um campo de trigo, uma papoila, uma gaivota,

uma balada devota, asas de vento 

e uma mão cheia de versos 

a romper em flor do pensamento.


De linho de vesti

ó Sonho frio e febril,

fonte e sede, fome e alimento, 

Falta cumprir Abril na alma,

na terra, no mar, no vento.



Lídia Borges