(imagem:Duy Huynh)
II
vier
contar-me que enlouqueceste,
dir-lhe-ei
que sim,
que
amealhaste zunidos, cintilações, chilreios
e
tudo o mais que existe timbrado de azul.
Dir-lhe-ei
que és feliz.
Que
abarcas o mundo,
a
cada passo, a cada gesto, a cada verso
a
cada sílaba…
e
me levas contigo.
Lídia Borges (2021:p.72), Que farei deste azul que me beija, Poética, Grupo Editorial.
